O campo da antropologia em 1960, segundo Lévi-Strauss (2013 [1960])

LÉVI-STRAUSS, Claude. 2013. O campo da antropologia. In: Antropologia estrutural dois. (Trad.: Beatriz Perrone-Moisés) São Paulo: Cosac Naify, pp.11-43.[1960] NUMEROLOGIA LÉVISTRAUSSIANA Foi há pouco mais de um ano, em 1958, que o Collège de France criou uma cadeira de antropologia social. […] A própria data de sua deliberação, caros colegas, atesta – pelo curioso retorno do número 8, já ilustrado […]

O sociomorfismo elementar das classificações (Durkheim e Mauss 2001 [1902])

DURKHEIM, Émile; MAUSS, Marcel. 2001. Algumas formas primitivas de classificação. In: Marcel Mauss. Ensaios de sociologia. (Trad.: Luiz J. Gaio; J. Guinsburg) São Paulo: Perspectiva, pp.399-455. [1902] MOTE CONTRIBUIÇÕES PARA O ESTUDO DAS REPRESENTAÇÕES COLETIVAS (Durkheim e Mauss 2001:399) A IDEIA DE ver nos métodos do pensamento científico verdadeiras instituições sociais cuja gênese só a sociologia pode descrever e explicar […]

Ciberespaço e vida eletrônica segundo Bruce Sterling (1994 [1992])

STERLING, Bruce. 1994. The hacker crackdown: law and disorder on the electronic frontier. Library Freeware. [1992] CIBERESPAÇO A science fiction writer [William Gibson] coined the useful term “cyberspace” in 1982. But the territory in question, the electronic frontier, is about a hundred and thirty years old [referência à invenção da telefonia por Bell]. Cyberspace is the “place” where a telephone […]

Tecnoestética eletrônica no final do século XX (McCarthy 1990)

McCARTHY, Cara. 1990. Information art: diagramming microchips. New York: The Museum of Modern Art (MoMA). FORÇAS INVISÍVEIS The new machine art is visually incomprehensible unless one knows about and believes in the existence of invisible forces. (Arthur Drexler, in: McCarthy 1990:3) A DESMATERIALIZAÇÃO DE FORMAS SÓLIDAS EM UM AGLOMERADO-FEIXE-MULTIDÃO DE RELAÇÕES LINEARES Printed circuits in particular, and the use of […]

Esboço de uma teoria geral da magia (Mauss e Hubert 2003 [1902-3])

MAUSS, Marcel; HUBERT, Henri. 2003. Esboço de uma teoria geral da magia. In: Marcel Mauss. Sociologia e Antropologia. (trad. Paulo Neves) São Paulo: Cosac & Naify, pp. 47-181. [1902-3] II. Definição da magia. CIÊNCIA (objetiva) e SENSO COMUM (subjetivo): “Devemos fazer essa definição [de magia] por nossa conta, pois não podemos nos contentar em chamar de mágicos os fatos que […]

Informação, lei natural e a auto-organização do movimento rítmico (Kugler e Turvey 1987)

KUGLER, Peter N.; TURVEY, Michael T. 1987. Information, natural law, and the self-assembly of rhythmic movement. Hillsdale: Lawrence Erlbaum Associates. PREFÁCIO: Física e Biologia Segundo F. Eugene Yates, que assina o prefácio deste livro, ele faz parte de um esforço maior para “desmistificar o comportamento”. Mas não estariam as próprias noções de “comportamento” e de “desmistificação” precisando de uma certa […]

What is life? (Schrödinger 1992 [1944])

SCHRÖDINGER, Erwin. 1993. What is life? The physical aspect of the living cell, with Mind and matter & Autobiographical sketches. Cambridge: Cambridge University Press. [1944] ANTROPOMETRIA, PODER e PERCEPÇÃO Now, why are atoms so small? Clearly, the question is an evasion. For it is not really aimed at the size of the atoms. It is concerned with the size of […]

The concept of Nature (Whitehead 1971 [1919])

WHITEHEAD, Alfred N. 1971. The concept of Nature. Cambridge: Cambridge University Press. [1919] EVENTOS ORIGINAM TEMPO e ESPAÇO: These two facts, namely the passage of events and the extension of events over each other, are in my opinion the qualities from which time and space originate as abstractions. (Whitehead 1971:34) SIMULTANEIDADE e DURAÇÃO Simultaneity is the property of a group […]

Reassembling the social (Latour 2005)

TRACE CONNECTIONS What I want to do is to redefine the notion of social by going back to its original meaning and making it able to trace connections again. (Latour 2005:1) NATURAL-SOCIAL ASSEMBLAGES After having done extensive work on the ‘assemblages’ of nature, I believe it’s necessary to scrutinize more throughly the exact content of what is ‘assembled’ under the […]

Associação diferencial (Sutherland)

===================================================== UMA TEORIA DE CRIMINOLOGIA SUTHERLAND, Edwin H. 1949. Uma teoria de Criminologia. In: Princípios de Criminologia. (trad. Asdrubal M. Gonçalves) São Paulo: Livraria Martins, pp.9-18. [1924] O ACASO O acaso não significa que não haja causas operando, mas sim que as causas são tão complicadas que não podem analisar-se. (Sutherland 1949:11) PROCESSO DE ASSOCIAÇÃO o comportamento crimisoso sistemático é […]