Pelo estudo sócio-técnico dos mecanismos de controle (Deleuze 1992)

Não há necessidade de ficção científica para se conceber um mecanismo de controle que dê, a cada instante, a posição de um elemento em espaço aberto, animal numa reserva, homem numa empresa (coleira eletrônica). Félix Guattari imaginou uma cidade onde cada um pudesse deixar seu apartamento, sua rua, seu bairro, graças a um cartão eletrônico (dividual) que abriria as barreiras; […]

Surfar sem morrer na praia (Foucault, Kittler e Mandelbrot, via Deleuze 2013 [1986], Winthrop-Young 2000 e Plant 1997))

Durante um levantamento bibliográfico para um projeto sobre a agência social do silício, me deparei com os últimos parágrafos do livro Foucault de Gilles Deleuze, quando este falou do silício em “máquinas de terceira geração”: Foi preciso que a biologia saltasse para a biologia molecular, ou que a vida dispersa se reunisse no código genético. Foi preciso que o trabalho […]

Warhol, Picabia, Big Bands, Man Ray e os maquinismos desejantes de Deleuze e Guattari (2010 [1972])

Em um ótimo ensaio sobre o devir-máquina de Andy Warhol, Thierry de Duve (1989:10) mostra como “[d]esde que Delaroche, Champfleury ou Baudelaire expressaram o medo, inspirado pela fotografia, de que o pintor fosse substituído pela máquina, pintores modernos – os grandes, aqueles que merecem ser chamados de vanguarda – responderam com a manifestação de seu desejo de ser uma”, de […]

Intuição bergsoniana

Chamamos aqui intuição a simpatia pela qual nos transportamos para o interior de um objeto para coincidir com o que ele tem de único e, consequentemente, de inexprimível. (Bergson 1974:20) O artifício desse método [intuitivo] consiste simplesmente […] em distinguir o ponto de vista do conhecimento usual ou útil e o do conhecimento verdadeiro. A duração em que nos vemos […]

O atual e o virtual (Deleuze 1996)

DELEUZE, Gilles. 1996. O atual e o virtual. In: Éric Alliez. Deleuze Filosofia Virtual. (trad. Heloísa B.S. Rocha) São Paulo: Ed.34, pp.47-57. Deleuze começa a primeira seção apresentando a Filosofia como “a teoria das multiplicidades”. Logo em seguida precisa que “[t]oda multiplicidade implica elementos atuais e elementos virtuais” (p.49). Ele então começa a tratar das relações entre tais elementos, primeiro […]

Simondon selon Deleuze (2006 [1966])

DELEUZE, Gilles. 2006. Gilbert Simondon, O indivíduo e sua gênese físico-biológica. In: A ilha deserta e outros textos: textos e entrevistas (1953-1974). (Trad. Luiz B.L. Orlandi) São Paulo: Iluminuras, pp.117-21. [1966] PRÉINDIVIDUAL (sistema metaestável; disparação; diferença, dissimetria, diferença de potencial; teoria das quantidades intensivas): (Deleuze 2006:117-8). Singular sem ser individual, eis o estado do ser pré-individual. (Deleuze 2006:118) O PRIMEIRO […]

Lembranças a um espinosista, I. (Deleuze e Guattari 1997)

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. 1997. 1730. Devir-intenso, devir-animal, devir-imperceptível. (trad. Suely Rolnik) In: Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol.4. São Paulo: Ed.34. PLANO DE CONSISTÊNCIA – PLANO DE COMPOSIÇÃO – NATUREZA – MULTIPLICIDADE DE MULTIPLICIDADES PERFEITAMENTE INDIVIDUADA – MÁQUINA ABSTRATA – PLANO DE EXTENSÃO – SECÇÃO DE TODAS AS FORMAS – MÁQUINA DE TODAS AS FUNÇÕES – PLANO FIXO – […]