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VocabuLaSPA – Episódio [6]: Centro de Cálculo – por Stefano Schiavetto

VocabuLaSPA – Episódio [6]: Centro de Cálculo – por Stefano Schiavetto

Episódio [6]: Centro de Cálculo – por Stefano Schiavetto (17/07/2026).


O que é uma informação? A quem pertence e quem a produz? Na antropologia de Bruno Latour, a informação é entendida como uma relação entre dois lugares, conectados por um viajante. Este viajante sai de seu centro, vai até uma periferia, coleta materiais e leva de volta ao centro, ou, ao Centro de Cálculo.

No episódio de hoje, o Stefano Schiavetto explica para nós o conceito de Centro de Cálculo, elaborado pelo sociólogo, antropólogo e filósofo francês Bruno Latour, criador da Teoria Ator-Rede.

Stefano Schiavetto é graduado em licenciatura e bacharelado em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, com bacharelado concluído em 2011, mestrado em 2014 e doutorado em 2024. Realizou também período de doutorado sanduíche na Universidade de Malmö, na Suécia. Desde 2014, é professor de Sociologia na Escola Estadual Otoniel Mota, em Ribeirão Preto (SP), e, desde 2021, atua como professor de Sociologia e Filosofia em unidades do SESI de Ribeirão Preto. Suas áreas de pesquisa têm ênfase nos seguintes temas: educação, tecnologias, capitalismo, trabalho contemporâneo, indústria microeletrônica, licenças livres e open source e filosofia da tecnologia.

Este podcast integra o Projeto de Jornalismo Científico “Projeto de Divulgação Científica do Laboratório de Sociologia dos Processos de Associação (LaSPA)” financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), processo n° 2025/13701-4, e conta com apoio do Departamento de Sociologia (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Concepção, Produção, Edição e Arte: Rodrigo Fessel Sega
Trilha Sonora: Arthur Prando do Prado
Áudios:
LEITE, Fábio. Ouvindo a Tradição: Catarina fala em Tupy Guarani na Casa de Reza. YouTube, 24 ago. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=WrgLoaNk1lA

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Referências Citadas:
FAUSTO, Carlos. Os índios antes do Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

LATOUR, Bruno. Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo: UNESP, 2000.

LATOUR, Bruno. Reagregando o social: uma introdução à teoria do ator-rede. Salvador: EDUFBA; Bauru: EDUSC, 2012.

OLIVEIRA, João Pacheco de. O nascimento do Brasil e outros ensaios: “indigenização” e cidadania na formação da nação. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2016.

OLIVEIRA, João Pacheco de. O nascimento do Brasil e outros ensaios: “pacificação”, regime tutelar e formação de alteridades. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2016.

PUNTONI, Pedro. A guerra dos bárbaros: povos indígenas e a colonização do sertão Nordeste do Brasil, 1650-1720. São Paulo: Hucitec, 2002.

TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO:
Stefano Schiavetto:
Krenak ainda coloca, talvez o principal motivo dos europeus terem vencido as constantes guerras contra os indígenas e conseguirem uma ampla dominação territorial foi os indígenas demoraram para entender o desejo de subjugação do diferente, a cultura do dominador.

Então, talvez não tenha sido a superioridade bélica da pólvora, talvez o que aconteceu é que o português usou mais tempo e os materiais no centro de cálculo para pensar estratégias de dominação, enquanto o centro de cálculo indígena gastou menos tempo pensando na resistência da dominação ou no desejo de dominação. O português foi predominantemente visto como mais um na diferença.

Rodrigo Fessel Sega:
O que é uma informação? A quem pertence e quem a produz? Está começando agora mais um episódio do VocabuLaSPA, o podcast do LaSPA, o Laboratório de Sociologia dos Processos de Associação.

Eu sou Rodrigo Fessel Sega, sociólogo e coordenador deste podcast.

E no episódio de hoje, o Stefano Schiavetto explica para nós o conceito de Centro de Cálculo, elaborado pelo sociólogo, antropólogo e filósofo francês Bruno Latour, criador da Teoria Ator-Rede.

Stefano Schiavetto é graduado em licenciatura e bacharelado em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, com bacharelado concluído em 2011, mestrado em 2014 e doutorado em 2024. Realizou também período de doutorado sanduíche na Universidade de Malmö, na Suécia. Desde 2014, é professor de Sociologia na Escola Estadual Otoniel Mota, em Ribeirão Preto (SP), e, desde 2021, atua como professor de Sociologia e Filosofia em unidades do SESI de Ribeirão Preto. Suas áreas de pesquisa têm ênfase nos seguintes temas: educação, tecnologias, capitalismo, trabalho contemporâneo, indústria microeletrônica, licenças livres e open source e filosofia da tecnologia.

Ouça, agora, o Stefano nos explicando centro de cálculo.

Stefano Schiavetto:
O que é uma informação? A quem pertence, quem a produz? Na antropologia de Bruno Latour, a informação é entendida como uma relação entre dois lugares, conectados por um viajante.

Esse viajante pertence a um lugar, logo ele tem um lugar central, ele tem um centro, e ele viaja até um outro lugar ao qual não pertence, logo um lugar periférico a ele. O que o viajante faz é conhecer a periferia, coletar e levar materiais dela até o seu centro, onde o próprio viajante, ou pessoas a quem ele destina esses materiais, utiliza esses materiais para criarem um entendimento sobre o que é essa periferia e, ainda, comunicarem em todo o seu ecossistema sobre o que é essa periferia.

O centro, ou o centro de cálculo, reduz a periferia porque a recorta, mas, ao mesmo tempo, a amplifica, porque a insere num novo mundo. Centro de cálculo é quem observa definindo quem é o observado. É, portanto, uma relação de poder. A informação, em síntese, é o movimento entre o atribuidor e o atribuído, e isso é importante pra gente pensar quais relações estabelecemos entre nós e se essas relações são autoritárias ou são democráticas.

Vejamos um primeiro exemplo, mais simples, e depois avançaremos para exemplos mais complexos e que nos ajudam a entender melhor o que é o centro de cálculo e como esse conceito ajuda a entender relações de poder democráticas e autoritárias contemporâneas.

Imaginemos que eu acabei de me mudar para um bairro novo, desconhecido por mim, desconhecido por conhecidos meus, como familiares e amigos. Eu começo a andar por esse bairro, explorar esse bairro, e conheço uma praça. Ao visitar essa praça, eu coleto materiais sobre o seu tamanho, sobre os seus cuidados, se ela é um espaço bom para levar crianças, e assim por diante.

Retorno para minha casa e processo esses materiais que eu acabei de coletar. E aí, eu comunico meus amigos e meus familiares. O que eu acabei de fazer é inscrever a praça num novo ecossistema. O que eu acabei de fazer é exercer a ação de um centro de cálculo. Eu reduzi a praça, mas eu amplifiquei a praça.

Agora, se meus amigos decidirem frequentar essa praça, eu posso ser fragilizado na minha posição de centro de cálculo, porque agora eles têm os meus cálculos e os cálculos deles.

Rodrigo Fessel Sega:
Esse movimento de reduzir e amplificar é muito importante para entender o conceito de centro de cálculo.

Uma praça, que é um lugar, tem um tamanho, tem uma materialidade que eu não consigo “pegar com as mãos” e apresentar para meus amigos e familiares. Mas eu consigo coletar informações sobre ela. Eu posso coletar informações sobre o tamanho dela: falar da quantidade de árvores, de bancos, da área possível para caminhar e das áreas que eu não posso percorrer. Mas também posso falar, por exemplo, dos frequentadores, se são pessoas, se são animais, as características dos frequentadores… ou então posso falar das flores que tem na praça, suas cores, tamanhos, espécies. De qualquer forma, eu não consigo coletar toda a imensidão de informações que essa praça apresenta, mas eu consigo coletar algumas informações sobre a praça a partir do meu olhar: eu posso mensurar, tirar fotos, fazer gráficos.

Eu descrevo o lugar a partir de poucas informações, eu reduzo a experiência de passear pela praça selecionando um conjunto de informações específicas sobre este lugar, materializando essas informações em um conjunto de dados, (então quem me ouve falar da praça não está lá de fato passeando na praça, mas está recebendo informações sobre o lugar), mas ao mesmo tempo, eu amplifico essas informações específicas sobre essa praça, eu consigo fazer circular uma representação da praça para um número maior de pessoas, aquelas que não podem estar andando pela praça, eu posso levar essas informações para outros lugares, mas principalmente, eu posso comparar esta praça com outras praças e outros lugares. Redução e amplificação da informação, para Latour, caminham juntos, ou seja, é reduzindo a experiência em informações específicas que conseguimos amplificar, disseminar essa experiência. Conseguimos agora não apenas conhecer a praça, mas comparar, decidir, administrar e controlar, de alguma maneira, este lugar.

A seguir o Stefano vai continuar nos ajudando a entender o conceito de centro de cálculo com exemplos bem didáticos e vai focar na ideia de centro de cálculo como relação de poder. Vamos continuar ouvindo um pouquinho o Stefano.

Stefano Schiavetto:
Agora, vamos sair do exemplo da praça e retornar para uma definição conceitual de centro de cálculo. A princípio, podemos entender centro como um local que recebe: recebe relatos, depoimentos, desenhos e, atualmente, numa linguagem digital mais contemporânea, recebe até imagens e áudios.

Em síntese, recebe diversos materiais extraídos por um viajante durante o seu período num local periférico visitado, como eu na minha praça. O centro recebe esses materiais, processa esses materiais ou calcula esses materiais, criando uma leitura sobre a periferia e inscrevendo a periferia no ecossistema do centro.

Em palavras latourianas, o centro torna-se o nó de uma vasta rede onde os integrantes do ecossistema do centro precisam passar para conhecer a periferia. O centro, portanto, concentra a força de um ponto de passagem obrigatória. A periferia está reduzida, afinal ela é maior que o cálculo feito pelo centro, mas ela é amplificada, porque agora ela está inscrita no ecossistema do centro. Temos então como o centro exerce poder tanto sobre a periferia, como sobre o seu próprio ecossistema.

Avançando nos exemplos e nas aplicações do conceito de centro de cálculo, pensemos num professor e sua aula. Um professor lê um livro, lê vários livros, por exemplo, um livro sobre Bruno Latour. O professor grifou trechos, selecionou passagens, escreveu anotações, criou entendimentos, montou a sua aula e deu a sua aula — uma aula que reduz o livro, mas o amplifica, porque o insere no ecossistema onde estão os estudantes.

A partir disso, a gente pode pensar que é uma tarefa de extrema relevância, importância e cuidado ser um professor, porque o professor pode concentrar poder ou ele pode ensinar a dividir a sua posição de poder com os estudantes, estimulando eles à leitura do livro e à discussão. Assim, talvez um bom professor seja aquele que gradualmente deixa de ser um centro de cálculo e passa a ser um especialista e uma referência importante para os estudantes que ele ensinou a serem autônomos.

Avançando ainda mais nos exemplos, podemos pensar na própria ciência, na cartografia, bastante discutida por Latour. A cartografia se desenvolveu a partir de viajantes que extraíam materiais de periferias, retornavam aos seus centros e criavam mapas. Latour destaca como a ciência e a tecnologia avançaram a ponto de tornarem as viagens mais rápidas e mais frequentes, e também os mapas mais fiéis à realidade.

Hoje, temos mapas muito precisos e, quando associados a outras tecnologias, a gente consegue nos deslocar por todo o globo com uma boa segurança, inclusive com previsões sobre alterações climáticas. Temos mapas até de subsolos, que detectam gás, petróleo e até cidades antigas. Os seres humanos, desse modo, exercem amplo poder sobre todo o globo, utilizando os mapas para se deslocar, para extrair materiais e até para conhecer a sua própria história.

Notemos, enfim, como o centro exerce poder sobre a periferia: seja eu, o bairro novo e os meus conhecidos; seja o professor, o livro e os seus estudantes; seja a ciência cartográfica, a engenharia e a meteorologia sobre o deslocamento no mundo. Notemos como a ação do centro de cálculo é uma característica das relações entre os seres humanos, que se influenciam, que exercem poder entre si. Mas essas relações de centro de cálculo podem assumir características mais democráticas ou mais autoritárias.

Pensemos em exemplos agora mais próximos das ciências humanas e suas relações de poder pra gente refletir sobre democracia e autoritarismo. Pensemos como hoje, com computadores e internet, podemos exercer a ação de blogueiros e influenciadores digitais operando posições de centro de cálculo: ora sobre previsões econômicas, ora sobre a indústria de cosméticos e, inclusive, sobre os rumos da política.

Podemos pensar, nesse caso, como a internet teve um efeito de democratização do acesso à formação da opinião pública. Em outras palavras, a internet democratizou porque retirou das empresas proprietárias de rádios e, posteriormente, canais de televisão, uma posição privilegiada como centro de cálculo na formação da opinião pública.

Agora com a internet, muitas pessoas com um celular e um canal gratuito no YouTube conseguem exercer poder sobre outras pessoas, rivalizando ou até indo além da influência exercida por rádios e televisões. Ao mesmo tempo, a gente ainda tem manipulação, idolatria, fomentação de discurso de ódio, e a gente ainda tem hoje a inteligência artificial ampliando a capacidade de proprietários de redes sociais coletarem dados do big data e manipularem desejos, comportamentos e até votos em eleições.

E isso confere amplo poder aos monopólios digitais globais, as big techs. Basta lembrarmos como os bots em redes sociais têm sido determinantes em eleições e como proprietários de redes sociais estão presentes como os principais financiadores de presidenciáveis, como ficou bem destacado na última eleição do Donald Trump nos Estados Unidos.

Agora, rumando ao final deste podcast, uma última característica interessante que vale a pena destacar é o confronto entre centros de cálculo. E um episódio interessante para observar isso é a colonização do Brasil, destacando os portugueses.

Ao mesmo tempo que os portugueses tiveram os seus viajantes, que inscreviam o que viria a ser o Brasil num ecossistema europeu, também os indígenas tiveram os seus viajantes, que, apesar de residirem aqui no Brasil, os viajantes eram aqueles que se relacionavam com os portugueses, retornavam até suas casas e suas comunidades, processavam os materiais e inscreviam os estrangeiros portugueses no ecossistema local indígena.

Comparemos as inscrições visitando cada um dos centros de cálculo a partir das oportunidades que temos hoje da historiografia e de historiadores brasileiros, como Carlos Fausto, João Pacheco de Oliveira, Pedro Puntoni e o indígena filósofo e escritor brasileiro Ailton Krenak.

É coerente sintetizar que o centro de cálculo português foi alimentado por viajantes e por calculadores que enxergavam as terras brasileiras como ofertas divinas para expansão do poder e da fé europeia. Os habitantes locais, indígenas, eram vistos como seres que precisavam ser resgatados e aculturados, a fim de serem orientados para a verdade divina e civilizatória.

Nessa percepção, o europeu, conforme a historiografia aqui referenciada, projetava a si mesmo num novo local e nas novas pessoas, atribuindo a si a missão de catequizar ou, se necessário, escravizar, sendo a escravização uma maneira de salvação dessas almas. Isso ficou bem marcante a partir de 1570 e também do século XVII, com as guerras justas, que justificavam a escravização de maneira legal.

Do outro lado, ou do lado do centro de cálculo indígena, Ailton Krenak e os diversos historiadores atuais, inclusive aqueles aqui referenciados, mostram como o europeu foi inicialmente entendido pelos indígenas como mais um na diferença. A cosmovisão indígena era mais inclusiva à alteridade e a incorporar o diferente como parte da pluralidade humana e natural.

Krenak mostra como a América do Sul tinha povos que ali estavam há 4.000 anos, como os Guarani, convivendo com andinos que haviam chegado há 200 anos — convivência ora amigável e ora conflituosa, mas sem um interesse de eliminar a cultura do diferente para inseri-lo na minha cultura como dominados. É evidente que existiam guerras, existiam povos guerreiros, existiam os conflitos, intolerâncias e até escravizações entre os indígenas, mas havia uma diferença importante em relação ao europeu: havia, da parte do indígena, menor interesse na subjugação do diferente à cultura do dominador.

Krenak afirma: podemos exemplificar esse maior interesse indígena de entender o diferente como parte da pluralidade humana, e esse menor desejo de subjugação do diferente à cultura do dominador, ao destacarmos como os europeus chegaram na costa atlântica famintos, fracos, adoecidos, vulneráveis a insetos, sem saber o que poderiam ou não comer e como poderiam ter sido rapidamente mortos por não saberem sobreviver na nova terra, ou ainda mortos por indígenas, ou ainda escravizados por indígenas, ou ainda chantageados por indígenas, mas isso não aconteceu.

Os indígenas ergueram os europeus, alimentaram os europeus, ensinaram a sobreviver nessa terra e possibilitaram que os europeus retornassem à Europa com vastos materiais e, depois, que pudessem retornar à costa atlântica com seus cálculos interessados na dominação das terras e dos próprios indígenas.

Krenak ainda coloca, talvez o principal motivo dos europeus terem vencido as constantes guerras contra os indígenas e conseguirem uma ampla dominação territorial foi os indígenas demoraram para entender o desejo de subjugação do diferente à cultura do dominador, de transformar o diferente na minha própria cultura.

Então, talvez não tenha sido a superioridade bélica da pólvora, afinal, o que é a pólvora se eu atiro num terreno periférico para mim e central para o meu inimigo? Talvez o que aconteceu é que o português usou mais tempo e os materiais no centro de cálculo para pensar estratégias de dominação, enquanto o centro de cálculo indígena gastou menos tempo pensando na resistência da dominação ou no desejo de dominação.

Sintetizando: no primeiro retorno do português ao centro de cálculo português, o indígena foi visto como catequizável; após, como “escravizável”. No primeiro retorno dos viajantes indígenas ao centro de cálculo indígena, o português foi predominantemente visto como mais um na diferença; após, como invasor, sendo necessário apresentar resistência.

O que temos aqui? Conflitos entre dois centros de cálculos diferentes, e esse conceito ajuda a interpretar, narrar e até a entender a própria colonização do Brasil.

Em síntese, para encerrar, o que é um centro de cálculo? É uma relação entre dois lugares: um que se torna centro e outro que se torna periferia. O que é um centro de cálculo? É um viajante deslocando materiais e criando a informação entre dois espaços. O que é um centro de cálculo? São relações de poder. O que é um centro de cálculo? É parte da existência humana no mundo que interpreta, que exerce controle, que intervém. O que é um centro de cálculo? São possibilidades autoritárias ou democráticas de estabelecer relações de poder.

Rodrigo Fessel Sega:
Esperamos que você tenha gostado dessa nossa discussão.

Este episódio foi produzido e editado por mim, Rodrigo Fessel Sega. A trilha sonora é uma produção autoral de Arthur Prando do Prado. O áudio utilizado neste episódio está na descrição

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Este podcast integra o projeto de jornalismo científico financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP, e conta com o apoio do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual de Campinas, a UNICAMP.

Até o próximo VocabuLaSPA.