{"id":236,"date":"2021-04-15T17:38:10","date_gmt":"2021-04-15T17:38:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/?p=236"},"modified":"2021-04-15T17:38:10","modified_gmt":"2021-04-15T17:38:10","slug":"a-concepcao-de-acao-praxis-em-marx","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/2021\/04\/15\/a-concepcao-de-acao-praxis-em-marx\/","title":{"rendered":"A concep\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o (pr\u00e1xis) em Marx"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1845\/tesfeuer.htm\">Teses sobre Feuerbach<\/a> (Marx 1845)<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>2. A quest\u00e3o de saber se ao pensamento humano pertence a verdade objectiva n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o da teoria, mas uma quest\u00e3o <em>pr\u00e1tica<\/em>. \u00c9 na pr\u00e1xis que o ser humano tem de comprovar a verdade, isto \u00e9, a realidade e o poder, o car\u00e1cter terreno do seu pensamento. A disputa sobre a realidade ou n\u00e3o realidade de um pensamento que se isola da pr\u00e1xis \u00e9 uma quest\u00e3o puramente <em>escol\u00e1stica<\/em>.<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\n8. A vida social \u00e9 essencialmente <em>pr\u00e1tica<\/em>. Todos os mist\u00e9rios que seduzem a teoria para o misticismo encontram a sua solu\u00e7\u00e3o racional na pr\u00e1xis humana e no compreender desta pr\u00e1xis.<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\n11. Os fil\u00f3sofos t\u00eam apenas <em>interpretado <\/em>o mundo de maneiras diferentes; a quest\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 <em>transform\u00e1-lo<\/em>.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Verbete &#8220;praxis&#8221; do <em>Dicion\u00e1rio do Pensamento Marxista<\/em> organizado por Tom Bottomore<\/strong><br \/>\nPETROVIC, Gajo. 2001. Pr\u00e1xis. In: Tom Bottomore (Ed.). <em>Dicion\u00e1rio do Pensamento Marxista<\/em>. (Trad. Waltensir Dutra) Rio de Janeiro: Zahar, pp.292-6. [1983]<\/p>\n<blockquote><p>A express\u00e3o pr\u00e1xis refere-se, em geral, a a\u00e7\u00e3o, a atividade, e, no sentido que lhe atribui Marx, \u00e0 atividade livre, universal, criativa e auto-criativa, por meio da qual o homem cria (faz, produz), e transforma (conforma) seu mundo humano e hist\u00f3rico e a si mesmo; atividade espec\u00edfica ao homem, que o torna basicamente diferente de todos os outros seres. Nesse sentido, o homem pode ser considerado como um ser da pr\u00e1xis, entendida a express\u00e3o como o conceito central do marxismo, e este como a &#8220;filosofia&#8221; (ou melhor, o &#8220;pensamento&#8221;) da &#8220;pr\u00e1xis&#8221;. [&#8230;] A palavra \u00e9 de origem grega e, de acordo com Lobkowicz, &#8220;refere-se a quase todos os tipos de atividade que o homem livre tem possibilidade de realizar; em particular, a todos os tipos de empreendimentos e de atividades pol\u00edticas&#8221; [&#8230;].<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\nEm Marx, o conceito da pr\u00e1xis torna-se o conceito central de uma nova filosofia, que n\u00e3o quer permanecer como filosofia, mas transcender-se tanto em um novo pensamento metafilos\u00f3fico como na transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do mundo. Marx desenvolveu seu conceito de maneira mais completa nos <em>Manuscritos econ\u00f4micos e filos\u00f3ficos<\/em> e o expressou de maneira mais vigorosa nas <em>Teses sobre Feuerbach<\/em>, embora j\u00e1 o tivesse antecipado em seus escritos anteriores.<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\nNos <em>Manuscritos econ\u00f4micos e filos\u00f3ficos<\/em>, Marx desenvolveu sua concep\u00e7\u00e3o do homem como um criativo e livre ser da pr\u00e1xis de forma tanto &#8220;positiva&#8221; como &#8220;negativa&#8221;, essa \u00faltima por meio da cr\u00edtica da auto-aliena\u00e7\u00e3o humana. No que diz respeito \u00e0 [&#8230;] forma positiva, Marx afirma que &#8220;a atividade consciente, livre, \u00e9 o car\u00e1ter da esp\u00e9cie do ser humano&#8221; e que &#8220;a constru\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de um <em>mundo objetivo<\/em>, o <em>trabalho<\/em>, que se exerce <em>sobre<\/em> a natureza inorg\u00e2nica, \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o do homem como um ser de esp\u00e9cie consciente&#8221; (Primeiro manuscrito, &#8220;Trabalho alienado&#8221;). O significado de produ\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do homem encontra sua explica\u00e7\u00e3o no confronto entre a produ\u00e7\u00e3o humana e a produ\u00e7\u00e3o dos animais.<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\n&#8220;Eles (os animais) produzem apenas com um objetivo imediato, enquanto o homem produz de um modo universal. Os animais produzem movidos apenas por suas necessidades f\u00edsicas, enquanto o homem produz mesmo quando est\u00e1 livre das necessidades f\u00edsicas e s\u00f3 produz verdadeiramente quando libertado destas necessidades. O animal s\u00f3 se produz a si pr\u00f3prio, enquanto o homem reproduz toda a natureza. O produto do animal \u00e9 parte integrante de seu corpo f\u00edsico, enquanto o homem faz face livremente ao seu produto. Os animais s\u00f3 laboram de acordo com os padr\u00f5es e as necessidades da esp\u00e9cie \u00e0 qual pertencem, enquanto o homem sabe produzir de acordo com os padr\u00f5es de todas as esp\u00e9cies e sabe aplicar o padr\u00e3o adequado \u00e0 natureza do objeto. e assim o homem labora, tamb\u00e9m, de acordo com as leis do belo.&#8221; (<em>ibidem<\/em>)<\/p>\n<p>Nos <em>Manuscritos econ\u00f4micos e filos\u00f3ficos<\/em>, Marx parece \u00e0s vezes sugerir que a teoria deva ser vista como uma das formas da pr\u00e1xis. Reafirma, por\u00e9m, a oposi\u00e7\u00e3o entre a teoria e a pr\u00e1xis e insiste no primado da pr\u00e1xis nessa rela\u00e7\u00e3o: &#8220;A resolu\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es <em>te\u00f3ricas <\/em>s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel de maneira <em>pr\u00e1tica<\/em>, s\u00f3 por meio da energia pr\u00e1tica do homem&#8221; (terceiro manuscrito, &#8220;Propriedade privada e comunismo&#8221;). Nas <em>Teses sobre Feuerbach<\/em>, o conceito de pr\u00e1xis, ou melhor, de &#8220;pr\u00e1xis revolucion\u00e1ria&#8221;, \u00e9 de import\u00e2ncia central: &#8220;A coincid\u00eancia da transforma\u00e7\u00e3o das circunst\u00e2ncias e da atividade humana ou auto-transforma\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser concebida e racionalmente entendida como pr\u00e1xis revolucion\u00e1ria&#8221; (Terceira tese). E novamente: &#8220;Toda vida social \u00e9 essencialmente <em>pr\u00e1tica<\/em>. Todos os mist\u00e9rios que levam a teoria no sentido do misticismo encontram sua solu\u00e7\u00e3o racional na pr\u00e1xis humana e na compreens\u00e3o dessa pr\u00e1xis&#8221; (Oitava tese). Nos <em>Manuscritos econ\u00f4micos e filos\u00f3ficos<\/em> Marx op\u00f5e, geralmente, &#8220;trabalho&#8221; a &#8220;pr\u00e1xis&#8221; e descreve explicitamente o primeiro como &#8220;o ato de aliena\u00e7\u00e3o da atividade humana pr\u00e1tica&#8221;, mas \u00e9 por vezes incoerente, usando &#8220;trabalho&#8221; como sin\u00f4nimo de &#8220;pr\u00e1xis&#8221;. Em <em>A ideologia alem\u00e3<\/em>, insiste com veem\u00eancia na oposi\u00e7\u00e3o entre &#8220;trabalho&#8221; e o que havia chamado antes de pr\u00e1xis, e sustenta a opini\u00e3o de que todo trabalho \u00e9 uma forma auto-alienada de atividade produtiva humana, e deveria ser &#8220;abolido&#8221;. A forma n\u00e3o-alienada de atividade humana, anteriormente chamada de pr\u00e1xis, passa a receber o nome de &#8220;auto-atividade&#8221;, mas, apesar dessa modifica\u00e7\u00e3o de terminologia, a id\u00e9ia fundamental de Marx permanece a mesma: &#8220;a transforma\u00e7\u00e3o do trabalho em auto-atividade&#8221;. E permaneceu a mesma nos <em>Grundrisse <\/em>e em <em>O Capital<\/em>.<\/p>\n<p>Por v\u00e1rias raz\u00f5es o conceito que Marx tinha de pr\u00e1xis foi, durante muito tempo, esquecido ou mal interpretado. A interpreta\u00e7\u00e3o err\u00f4nea come\u00e7ou com Engels que, em seu discurso junto ao t\u00famulo de Marx, afirmou ter ele feito duas grandes descobertas: a teoria do materialismo hist\u00f3rico e a teoria da mais-valia. Isso deu in\u00edcio \u00e0 opini\u00e3o generalizada de que Marx n\u00e3o era um fil\u00f3sofo, mas um te\u00f3rico cient\u00edfico da hist\u00f3ria e um economista pol\u00edtico. S\u00f3 uma tese sobre a pr\u00e1xis tornou-se conhecida e difundida (a ainda nesse caso devido a Engels), ou seja, a de que a pr\u00e1xis \u00e9 uma garantia de conhecimento fidedigno e o crit\u00e9rio \u00faltimo da verdade [&#8230;][; ou ainda:] a pr\u00e1xis como experimenta\u00e7\u00e3o e ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Essa concep\u00e7\u00e3o de pr\u00e1xis como o argumento decisivo contra o agnosticismo e como o crit\u00e9rio \u00faltimo da verdade foi defendida e desenvolvida por Plekhanov e Lenin. [&#8230;] Plekhanov e Lenin acompanharam a perspectiva de Engels de que a teoria hist\u00f3rica e a teoria econ\u00f4mica de Marx necessitavam, para seu fundamento, de uma nova vers\u00e3o do velho materialismo filos\u00f3fico. Elaboraram, portanto, a doutrina do materialismo dial\u00e9tico, canonizada finalmente por Stalin (1938).<br \/>\n[&#8230;] [coment\u00e1rios sobre Labriola, Gramsci, Luk\u00e1cs, Korsch e Marcuse].<br \/>\nNas d\u00e9cadas de 1950 e 1960, v\u00e1rios fil\u00f3sofos marxistas iugoslavos, numa tentativa de libertar Marx das err\u00f4neas interpreta\u00e7\u00f5es stalinistas e de reviver e desenvolver o pensamento original de Marx, passaram a considerar o conceito de pr\u00e1xis como central no pensamento deste. Segundo essa interpreta\u00e7\u00e3o, Marx considerava o homem como um ser de pr\u00e1xis, mas n\u00e3o no sentido da atividade econ\u00f4mica ou pol\u00edtica (nem mesmo da atividade revolucion\u00e1ria no sentido pol\u00edtico comum) e ainda menos da pol\u00edtica oficial de um governo &#8220;socialista&#8221; (ou qualquer outro) ou de um partido pol\u00edtico comunista (ou qualquer outro). Em lugar disso, a pr\u00e1xis \u00e9 considerada como a forma especificamente humana do ser do homem, como atividade livre e criadora e auto-criadora. alguns deles sugeriram mais especificamente que Marx utilizou-se do conceito de &#8220;pr\u00e1xis&#8221; no sentido aristot\u00e9lico de <em>pr\u00e1xis<\/em>, <em>poiesis<\/em> e <em>theoria<\/em> e n\u00e3o no sentido de quaisquer <em>pr\u00e1xis<\/em>, <em>poiesis<\/em> e <em>theoria<\/em>, mas apenas no de &#8220;boa&#8221; pr\u00e1xis em qualquer destes tr\u00eas campos. &#8220;Pr\u00e1xis&#8221; opunha-se, portanto, n\u00e3o \u00e0 <em>poiesis<\/em> ou \u00e0 <em>theoria<\/em>, mas \u00e0 pr\u00e1xis &#8220;m\u00e1&#8221;, alienada. A distin\u00e7\u00e3o entre boa e m\u00e1 pr\u00e1xis n\u00e3o se dava em um sentido \u00e9tico, mas como uma distin\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica e antropol\u00f3gica fundamental, ou, ainda, como uma distin\u00e7\u00e3o no pensamento metafilos\u00f3fico revolucion\u00e1rio. Ao inv\u00e9s de falar de boa e m\u00e1 pr\u00e1xis, estes autores preferiram falar de pr\u00e1xis aut\u00eantica e pr\u00e1xis alienada, ou de forma mais simples, de pr\u00e1xis e aliena\u00e7\u00e3o. O primeiro n\u00famero da revista <em>Praxis<\/em>, por eles fundada em 1964, foi dedicado ao estudo do conceito.<\/p>\n<p>O conceito de pr\u00e1xis tem desempenhado um papel importante na obra de v\u00e1rios pensadores marxistas recentes [&#8230;] e, notadamente, entre os pensadores da Escola de Frankfurt, para os quais a rela\u00e7\u00e3o entre teoria e pr\u00e1xis foi sempre de interesse primordial, embora tenham dedicado maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 &#8220;teoria&#8221; (e mais especificamente \u00e0 &#8220;teoria cr\u00edtica&#8221;) do que ao outro termo da rela\u00e7\u00e3o, a &#8220;pr\u00e1xis&#8221;. Um representante mais recente dessa escola, Habermas, tentou formular o conceito de pr\u00e1xis de uma nova maneira, estabelecendo uma distin\u00e7\u00e3o entre &#8220;trabalho&#8221; ou &#8220;a\u00e7\u00e3o racional voltada para um objetivo&#8221; e &#8220;intera\u00e7\u00e3o&#8221; ou &#8220;a\u00e7\u00e3o comunicativa&#8221; [&#8230;]. De acordo com Habermas, a pr\u00e1xis social, tal como a entendia Marx, inclu\u00eda tanto o &#8220;trabalho&#8221; como a &#8220;intera\u00e7\u00e3o&#8221;, mas Marx tinha a tend\u00eancia a reduzir a pr\u00e1xis social a um de seus momentos, ou seja, o trabalho&#8221; [&#8230;].<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\nAlguns autores s\u00e3o de opini\u00e3o que, como o conceito mais geral, b\u00e1sico para a defini\u00e7\u00e3o de todos os outros, o conceito de pr\u00e1xis n\u00e3o pode ser ele pr\u00f3prio definido. Outros, por\u00e9m, insistiram em que, embora seja muito complexo, pode ser analisado, at\u00e9 certo ponto, e definido. As defini\u00e7\u00f5es de pr\u00e1xis v\u00e3o desde o seu enfoque simplesmente como atividade humana por meio da qual o homem modifica o mundo e a si mesmo, at\u00e9 outras mais desenvolvidas, que introduzem as no\u00e7\u00f5es de liberdade, criatividade, universalidade, hist\u00f3ria, futuro, revolu\u00e7\u00e3o, etc. Os que definem a pr\u00e1xis como a atividade humana e criativa livre foram por vezes criticados por sugerirem um conceito puramente &#8220;normativo&#8221; e &#8220;n\u00e3o realista&#8221;; se, por &#8220;homem&#8221;, entendermos um ser que realmente existe e, por &#8220;pr\u00e1xis&#8221;, aquilo que os seres humanos realmente fazem, ent\u00e3o \u00e9 evidente que houve sempre mais falta de liberdade e de criatividade na hist\u00f3ria humana do que o inverso. em resposta a essas cr\u00edticas, por\u00e9m, pretendeu-se que a no\u00e7\u00e3o de atividade criativa livre n\u00e3o \u00e9 &#8220;descritiva&#8221; ou &#8220;normativa&#8221;, mas expressa potencialidades humanas essenciais, alguma coisa diferente tanto do que simplesmente <em>\u00e9 <\/em>como do que apenas <em>devia <\/em>ser.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teses sobre Feuerbach (Marx 1845) 2. A quest\u00e3o de saber se ao pensamento humano pertence a verdade objectiva n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o da teoria, mas uma quest\u00e3o pr\u00e1tica. \u00c9 na pr\u00e1xis que o ser humano tem de comprovar a verdade, isto \u00e9, a realidade e o poder, o car\u00e1cter terreno do seu pensamento. A disputa sobre a realidade ou n\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":214,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[7],"tags":[54,55],"class_list":["post-236","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-fichamento","tag-marx","tag-petrovic"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/marx_post.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/236","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=236"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/236\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":237,"href":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/236\/revisions\/237"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/214"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=236"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=236"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=236"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}