{"id":228,"date":"2021-04-15T17:18:29","date_gmt":"2021-04-15T17:18:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/?p=228"},"modified":"2021-04-15T17:18:29","modified_gmt":"2021-04-15T17:18:29","slug":"interacionismo-simbolico-joas-1999","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/2021\/04\/15\/interacionismo-simbolico-joas-1999\/","title":{"rendered":"Interacionismo simb\u00f3lico (Joas 1999)"},"content":{"rendered":"<p>JOAS, Hans. 1999. Interacionismo simb\u00f3lico. In: Anthony Giddens; Jonathan Turner (orgs.). <em>Teoria Social Hoje<\/em>. (Trad. Gilson C. Cardoso de sousa) S\u00e3o Paulo: Editora Unesp, pp.127-74. [1987]<\/p>\n<p><strong>INTERACIONISMO SIMB\u00d3LICO (estudo da intera\u00e7\u00e3o simbolicamente mediada)<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Num primeiro momento, definiremos o interacionismo simb\u00f3lico tal como costuma ser entendido. O nome dessa linha de pesquisa sociol\u00f3gica e sociopsicol\u00f3gica foi cunhado em 1938 por Herbert Blumer [&#8230;]. Seu enfoque s\u00e3o os processos de intera\u00e7\u00e3o &#8211; a\u00e7\u00e3o social caracterizada por uma orienta\u00e7\u00e3o imediatamente rec\u00edproca -, ao passo que o exame desses processos se baseia num conceito espec\u00edfico de intera\u00e7\u00e3o que privilegia o car\u00e1ter simb\u00f3lico da a\u00e7\u00e3o social. O caso protot\u00edpico \u00e9 o das rela\u00e7\u00f5es sociais em que a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o adota a forma de mera transfer\u00eancia de regras fixas em a\u00e7\u00f5es, mas em que as defini\u00e7\u00f5es das rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o, rec\u00edproca e conjuntamente, propostas e estabelecidas. Assim, as rela\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o vistas, n\u00e3o como algo estabelecido de uma vez por todas, mas como algo aberto e subordinado ao reconhecimento cont\u00ednuo por parte dos membros da comunidade,. (Joas 1999:130)<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>MEAD (ator influenciado virtualmente pelo p\u00fablico)<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Em situa\u00e7\u00f5es sociais, o agente \u00e9, ele pr\u00f3prio, uma fonte de est\u00edmulo para seu parceiro. Ele deve ent\u00e3o estar atento a seus modos de a\u00e7\u00e3o, uma vez que estes suscitam rea\u00e7\u00f5es do parceiro e, por isso, tornam-se condi\u00e7\u00f5es para a continuidade de suas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es. Nesse tipo de situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas a consci\u00eancia, mas tamb\u00e9m a autoconsci\u00eancia s\u00e3o funcionalmente requeridas. Com essa an\u00e1lise da auto-reflexividade, Mead tentou reconstruir, pragmaticamente, a heran\u00e7a do idealismo alem\u00e3o. [&#8230;] [Mead] Sustenta que a transforma\u00e7\u00e3o de fases de a\u00e7\u00e3o em signos gestuais capacita o ator a reagir \u00e0s pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es e, portanto, a representar com elas as de outros; assim, suas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o antecipadamente influenciadas pelas rea\u00e7\u00f5es virtuais do p\u00fablico. O comportamento humano se volta para as rea\u00e7\u00f5es poss\u00edveis dos outros: por meio de s\u00edmbolos, s\u00e3o elaborados esquemas e expectativas m\u00fatuas de comportamento que, entretanto, continuam mergulhados no fluxo de intera\u00e7\u00e3o, de verifica\u00e7\u00e3o de antecipa\u00e7\u00f5es. (Joas 1999:139)<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>MARXISMO e PR\u00c1XIS<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A grande tradi\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 sociologia acad\u00eamica, o marxismo, \u00e9 incompreens\u00edvel &#8211; pelo menos na sua origem &#8211; sem a sua fundamenta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da teoria da a\u00e7\u00e3o, no conceito &#8220;expressionista&#8221; do trabalho segundo o qual este corporifica a for\u00e7a de trabalho e as habilidades do oper\u00e1rio no produto de seu trabalho. Entretanto, muitos dos que contribu\u00edram para o desenvolvimento dessa tradi\u00e7\u00e3o enquanto teoria da sociedade e da hist\u00f3ria desprezaram esse fundamento do marxismo. Mal foram elaboradas as id\u00e9ias de &#8220;pr\u00e1xis&#8221;, &#8220;atividade&#8221; ou &#8220;trabalho&#8221;, assim como sua rela\u00e7\u00e3o com os problemas tratados pela teoria sociol\u00f3gica da a\u00e7\u00e3o. (Joas 1999:166)<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JOAS, Hans. 1999. Interacionismo simb\u00f3lico. In: Anthony Giddens; Jonathan Turner (orgs.). Teoria Social Hoje. (Trad. Gilson C. Cardoso de sousa) S\u00e3o Paulo: Editora Unesp, pp.127-74. [1987] INTERACIONISMO SIMB\u00d3LICO (estudo da intera\u00e7\u00e3o simbolicamente mediada) Num primeiro momento, definiremos o interacionismo simb\u00f3lico tal como costuma ser entendido. 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