{"id":160,"date":"2021-04-14T16:47:55","date_gmt":"2021-04-14T16:47:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/?p=160"},"modified":"2023-05-03T15:50:01","modified_gmt":"2023-05-03T15:50:01","slug":"introduzindo-e-concluindo-a-sociologia-do-conhecimento-de-durkheim-1996-1912","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/2021\/04\/14\/introduzindo-e-concluindo-a-sociologia-do-conhecimento-de-durkheim-1996-1912\/","title":{"rendered":"Introduzindo e concluindo a sociologia do conhecimento de Durkheim (1996 [1912])"},"content":{"rendered":"<p>S\u00edntese das principais id\u00e9ias apresentadas por Durkheim na Introdu\u00e7\u00e3o e na Conclus\u00e3o de <em>As formas elementares da vida religiosa<\/em>.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o utilizada:<br \/>\nDURKHEIM, \u00c9mile. 1996. <em>As formas elementares da vida religiosa<\/em>. (Trad. Paulo Neves) S\u00e3o Paulo: Martins Fontes [1912]<\/p>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong>A IDEIA DE &#8220;ELEMENTAR&#8221;<\/strong><\/span><\/span><br \/>\nO elementar n\u00e3o \u00e9 uma origem absoluta, apenas relativamente a uma evolu\u00e7\u00e3o do simples para o complexo. Assim, as formas elementares da vida religiosa est\u00e3o para as formas mais evolu\u00eddas como:<\/p>\n<ul>\n<li>o simples est\u00e1 para o complexo<\/li>\n<li>o primitivo est\u00e1 para o moderno\/civilizado<\/li>\n<li>o uniforme\/homog\u00eaneo est\u00e1 para o diversificado\/heterog\u00eaneo<\/li>\n<li>o inferior est\u00e1 para o superior<\/li>\n<li>o evidente\/nu est\u00e1 para o oculto\/vestido<\/li>\n<li>o f\u00e1cil de investigar est\u00e1 para o dif\u00edcil de investigar<\/li>\n<li>os elementos mais caracter\u00edsticos de uma institui\u00e7\u00e3o est\u00e3o para os menos caracter\u00edsticos<\/li>\n<li>o tosco\/rudimentar\/grosseiro est\u00e1 para o elaborado<\/li>\n<li>a solidariedade mec\u00e2nica est\u00e1 para a solidariedade org\u00e2nica<\/li>\n<\/ul>\n<p>A mudan\u00e7a na concep\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica causada pela descoberta de seres monocelulares \u00e9 comparada com a proposi\u00e7\u00e3o de uma concep\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o social a partir da ideia de que as religi\u00f5es tot\u00eamicas australianas s\u00e3o as mais elementares: surpreender o segredo da vida no ser protopl\u00e1smico mais simples seria como surpreender o segredo da sociedade na institui\u00e7\u00e3o mais simples (p.458)<\/p>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong>O POSTULADO ESSENCIAL DA SOCIOLOGIA<\/strong><\/span><\/span><br \/>\nUma institui\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o pode repousar sobre o erro e a mentira, sen\u00e3o encontraria resist\u00eancias insuper\u00e1veis e n\u00e3o duraria. Portanto, uma institui\u00e7\u00e3o humana deve ser fundada na natureza das coisas e em necessidades humanas.<\/p>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong>INSTITUI\u00c7\u00d5ES S\u00c3O COMPOSI\u00c7\u00d5ES DOCUMENTADAS DE CREN\u00c7AS (ideias, representa\u00e7\u00f5es) E RITOS (a\u00e7\u00f5es, pr\u00e1ticas)<\/strong><\/span><\/span><br \/>\nNem necessidade f\u00edsica ou metaf\u00edsica <em>a priori<\/em> (conceitos simb\u00f3licos l\u00f3gico-racionais acess\u00edveis pelas for\u00e7as do esp\u00edrito), nem experi\u00eancia emp\u00edrica direta individual (h\u00e1bitos mut\u00e1veis acess\u00edveis comportamentalmente), mas necessidade moral concreta acess\u00edvel por observa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e etnogr\u00e1fica.<\/p>\n<ul>\n<li>o que h\u00e1 de objetivo na ideia<\/li>\n<li>s\u00edmbolos bem fundados (na natureza das coisas)<\/li>\n<li>artif\u00edcio que segue de perto a natureza<\/li>\n<li>obras de arte (nem artificial, nem natural)<\/li>\n<li>imita\u00e7\u00e3o da natureza com perfei\u00e7\u00e3o crescente<\/li>\n<li>conserva\u00e7\u00e3o do poder espec\u00edfico da raz\u00e3o (transcender o emp\u00edrico) sem sair do mundo observ\u00e1vel<\/li>\n<li>maneiras de agir (ritos) que surgem em grupos coordenados e que se destinam a suscitar, manter ou refazer estados mentais (cren\u00e7as) desses grupos<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong>A RELIGI\u00c3O \u00c9 A INSTITUI\u00c7\u00c3O SOCIAL ORIGINAL (a primeira a se desenvolver e a origem de todas as outras)<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<ul>\n<li>A ci\u00eancia se origina da religi\u00e3o e difere dela apenas em grau, n\u00e3o em natureza.<\/li>\n<li>Ci\u00eancia e filosofia se originam da religi\u00e3o.<\/li>\n<li>Quase todas as grandes institui\u00e7\u00f5es sociais nasceram da religi\u00e3o (a poss\u00edvel exce\u00e7\u00e3o \u00e9 a economia) (p.462)<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong>CREN\u00c7AS (ideias) E RITOS (atitudes) QUE EST\u00c3O NA BASE DE TODAS AS RELIGI\u00d5ES<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<ul>\n<li>distin\u00e7\u00e3o das coisas entre sagradas e profanas<\/li>\n<li>no\u00e7\u00e3o de alma<\/li>\n<li>no\u00e7\u00e3o de esp\u00edrito<\/li>\n<li>no\u00e7\u00e3o de personalidade m\u00edtica<\/li>\n<li>no\u00e7\u00e3o de divindade nacional\/internacional<\/li>\n<li>culto negativo (com pr\u00e1ticas asc\u00e9ticas)<\/li>\n<li>ritos de obla\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>ritos de comunh\u00e3o<\/li>\n<li>ritos imitativos<\/li>\n<li>ritos comemorativos<\/li>\n<li>ritos piaculares<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong>AS CATEGORIAS DO ENTENDIMENTO<\/strong><\/span><\/span><br \/>\nAs categorias fundamentais do pensamento (logo a ci\u00eancia) t\u00eam origem religiosa. O mesmo acontece com a magia e as t\u00e9cnicas dela derivadas (p.462).<\/p>\n<p>As categorias do entendimento s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>no\u00e7\u00f5es essenciais que dominam toda a nossa vida intelectual<\/li>\n<li>as propriedades mais universais das coisas<\/li>\n<li>quadros s\u00f3lidos que encerram o pensamento<\/li>\n<li>insepar\u00e1veis do funcionamento normal do esp\u00edrito<\/li>\n<li>a ossatura da intelig\u00eancia<\/li>\n<li>h\u00e1beis instrumentos\/institui\u00e7\u00f5es de pensamento laboriosamente forjados ao longo de s\u00e9culos<\/li>\n<li>capital intelectual humano acumulado<\/li>\n<li>ac\u00famulo de experi\u00eancia e saber (produto) de uma imensa coopera\u00e7\u00e3o de uma multid\u00e3o ao longo das gera\u00e7\u00f5es<\/li>\n<li>representa\u00e7\u00f5es coletivas<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Exemplos<\/strong> de categorias elementares do entendimento:<\/p>\n<ul>\n<li>tempo<\/li>\n<li>espa\u00e7o<\/li>\n<li>g\u00eanero<\/li>\n<li>n\u00famero<\/li>\n<li>causa<\/li>\n<li>for\u00e7a<\/li>\n<li>subst\u00e2ncia<\/li>\n<li>personalidade<\/li>\n<li>efic\u00e1cia<\/li>\n<li>etc.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O <strong>tempo<\/strong> como categoria do entendimento (tempo social) \u00e9:<\/p>\n<ul>\n<li>um quadro abstrado e impessoal no qual todos os acontecimentos poss\u00edvels podem ser situados<\/li>\n<li>pontos de refer\u00eancia fixos e determinados indispens\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o aos quais todas as coisas se classificam temporalmente<\/li>\n<li>o tempo objetivamente pensado por todos<\/li>\n<li>o calend\u00e1rio (dias, semanas, meses, anos etc.) que exprime e assegura a regularidade do ritmo da atividade coletiva (ritos, festas, cerim\u00f4nias&#8230;)<\/li>\n<\/ul>\n<p>O <strong>espa\u00e7o<\/strong> como categoria do entendimento (espa\u00e7o social) \u00e9 composto por distin\u00e7\u00f5es (direita\/esquerda, em cima\/embaixo, norte\/sul, leste\/oeste) provenientes da atribui\u00e7\u00e3o de valores afetivos coletivos (comuns) diferentes a diferentes regi\u00f5es do espa\u00e7o, de forma que a forma\/divis\u00e3o\/organiza\u00e7\u00e3o social seja o modelo da forma\/divis\u00e3o\/organiza\u00e7\u00e3o espacial e esta seja o decalque daquela.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong> de categorias N\u00c3O fundamentais do entendimento (n\u00e3o s\u00e3o encontradas nas religi\u00f5es elementares):<\/p>\n<ul>\n<li>contradi\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>identidade<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong><em>HOMO DUPLEX<\/em> (ser social e ser individual)<\/strong><\/span><\/span><br \/>\nA <strong>a\u00e7\u00e3o<\/strong> do ser social ultrapassa a do indiv\u00edduo pois n\u00e3o se reduz \u00e0 utilidade. O <strong>pensamento<\/strong> do ser social ultrapassa o do indiv\u00edduo pois n\u00e3o se reduz \u00e0 sua experi\u00eancia direta. O ser social ultrapassa o indiv\u00edduo para o bem (fortalece indiv\u00edduos normais) e para o mal (pune indiv\u00edduos desviantes).<\/p>\n<p>O ser individual est\u00e1 para o ser social como:<\/p>\n<ul>\n<li>a parte esta para o todo<\/li>\n<li>o simples est\u00e1 para o complexo<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong>MONOCAUSALISMO SOCIOL\u00d3GICO<\/strong><\/span><\/span><br \/>\nPara cada efeito sua causa (sempre uma \u00fanica causa para cada efeito). Se a sociologia explica as formas elementares da vida religiosa, ent\u00e3o tamb\u00e9m explicar\u00e1 as formas mais evolu\u00eddas (p.458)<\/p>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong>A SOCIEDADE \u00c9 A CAUSA DE QUALQUER EFEITO SOCIAL<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<ul>\n<li>A sociedade \u00e9 a causa objetiva, universal e eterna da experi\u00eancia religiosa (p.461).<\/li>\n<li>A sociedade \u00e9 a fonte da a\u00e7\u00e3o religiosa (p.462)<\/li>\n<li>O que foi feito em nome da religi\u00e3o n\u00e3o foi feito em v\u00e3o (p.463).<\/li>\n<li>A sociedade ideal sup\u00f5e a religi\u00e3o, n\u00e3o a explica (p.464).<\/li>\n<li>A religi\u00e3o \u00e9 a imagem da sociedade e reflete todos os seus aspectos (p.464)<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong>SOCIEDADE \u00c9 A\u00c7\u00c3O COLETIVA<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<ul>\n<li>a sociedade s\u00f3 pode fazer sentir sua influ\u00eancia se for um ato, e s\u00f3 ser\u00e1 um ato se os indiv\u00edduos que a comp\u00f5em se reunirem e agirem em comum. \u00c9 pela a\u00e7\u00e3o comum que a sociedade toma consci\u00eancia de si e se afirma; ela \u00e9, acima de tudo, uma coopera\u00e7\u00e3o ativa.<\/li>\n<li>As ideias e os sentimentos coletivos s\u00f3 s\u00e3o poss\u00edveis gra\u00e7as a movimentos exteriores que os simbolizam (p.461-2)<\/li>\n<li>Sociedade \u00e9 a\u00e7\u00e3o (p.462)<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong>O RITO\/CULTO (pr\u00e1tica) \u00c9 A PROVA EXPERIMENTAL DA CREN\u00c7A (teoria): pr\u00e9-hist\u00f3ria de uma sociologia dos afetos<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<ul>\n<li>O conjunto de atos regularmente repetidos que constitui o culto \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o de atos com o objetivo de renovar os seus efeitos, o conjunto dos meios pelos quais eles se criam e se recriam periodicamente (p.460)<\/li>\n<li>O sentimento de alegria, paz interior, serenidade, entusiasmo do fiel n\u00e3o pode ser puramente ilus\u00f3rio (p.460)<\/li>\n<li>Sentimentos coletivos s\u00f3 podem tomar consci\u00eancia de si ao se fixarem em objetos exteriores na forma de sentimentos objetivados. Sentimentos coletivos ganham assim uma exist\u00eancia objetiva e podem ser confundidos com o mundo objetivo, sendo na verdade uma institui\u00e7\u00e3o social (p.462).<\/li>\n<li>As manobras materiais da mec\u00e2nica m\u00edstica e da t\u00e9cnica religiosa n\u00e3o passam do inv\u00f3lucro externo sob o qual se dissimulam opera\u00e7\u00f5es mentais, visando atingir, tonificar e disciplinar consci\u00eancias (p.463).<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"background-color:black;\"><span style=\"color:#ffffff;\"><strong>A VERDADEIRA FUN\u00c7\u00c3O DA RELIGI\u00c3O \u00c9 O FAVORECIMENTO DA A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<ul>\n<li>A verdadeira fun\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nos fazer pensar, mas sim nos fazer agir, nos ajudar a viver. O fiel que se p\u00f4s em contato com seu deus n\u00e3o \u00e9 apenas um homem que percebe verdades novas que o descrente ignora, \u00e9 um homem que pode mais (p.459)<\/li>\n<li>For\u00e7as religiosas s\u00e3o for\u00e7as humanas\/morais.<\/li>\n<li>Mesmo as for\u00e7as mais impessoais e an\u00f4nimas n\u00e3o passam de sentimentos coletivos objetivados (p.462)<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00edntese das principais id\u00e9ias apresentadas por Durkheim na Introdu\u00e7\u00e3o e na Conclus\u00e3o de As formas elementares da vida religiosa. Edi\u00e7\u00e3o utilizada: DURKHEIM, \u00c9mile. 1996. As formas elementares da vida religiosa. (Trad. Paulo Neves) S\u00e3o Paulo: Martins Fontes [1912] A IDEIA DE &#8220;ELEMENTAR&#8221; O elementar n\u00e3o \u00e9 uma origem absoluta, apenas relativamente a uma evolu\u00e7\u00e3o do simples para o complexo. 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