{"id":1422,"date":"2023-03-30T23:07:17","date_gmt":"2023-03-30T23:07:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/?page_id=1422"},"modified":"2023-03-30T23:07:17","modified_gmt":"2023-03-30T23:07:17","slug":"carbono-e-enxofre-em-deleuze-e-guattari-2000-1980","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.laspa.slg.br\/en\/projetos\/a-agencia-social-dos-elementos-quimicos\/levantamentos-da-presenca-de-elementos-quimicos-em-livros\/carbono-e-enxofre-em-deleuze-e-guattari-2000-1980\/","title":{"rendered":"Carbono e enxofre em Deleuze e Guattari (2000 [1980])"},"content":{"rendered":"<p>Se as formas remetem a co\u0301digos, a processos de codificac\u0327a\u0303o e descodificac\u0327a\u0303o nos paraestratos, as substa\u0302ncias, enquanto mate\u0301rias formadas, remetem a territorialidades, a movimentos de desterritorializac\u0327a\u0303o nos epistratos. Em verdade, os epistratos na\u0303o sa\u0303o mais dissocia\u0301veis desses movimentos que os constituem do que os paraestratos daqueles processos. Da camada central a\u0300 periferia, depois do novo centro a\u0300 nova periferia, passam ondas no\u0302mades ou fluxos de desterritorializac\u0327a\u0303o que recaem no antigo centro e se precipitam para o novo [Nota de rodap\u00e9 16: Cf. P. Laviosa-Zambotti, <em>ibid<\/em>: sua concepc\u0327a\u0303o das ondas e dos fluxos, do centro a\u0300 periferia, do nomadismo e migrac\u0327o\u0303es (os fluxos no\u0302mades).]. Os epistratos se organizam no sentido de uma desterritorializac\u0327a\u0303o cada vez maior. As parti\u0301culas fi\u0301sicas, as substa\u0302ncias qui\u0301micas atravessam, no seu estrato e atrave\u0301s dos estratos, limiares de desterritorializac\u0327a\u0303o que correspondem a estados intermedia\u0301rios mais ou menos esta\u0301veis, vale\u0302ncias, existe\u0302ncias mais ou menos transito\u0301rias, investimentos neste ou naquele corpo, densidades de vizinhanc\u0327a, ligac\u0327o\u0303es mais ou menos localiza\u0301veis. Mas na\u0303o sa\u0303o somente as parti\u0301culas fi\u0301sicas que se caracterizam por velocidades de desterritorializac\u0327a\u0303o <em>tachyons<\/em>, buracos-parti\u0301culas, <em>quarks<\/em> a\u0300 Joyce para lembrar a noc\u0327a\u0303o fundamental de \u201csopa\u201d \u2014 uma mesma substa\u0302ncia qui\u0301mica, como o <strong>enxofre<\/strong>, o <strong>carbono<\/strong>, etc, tambe\u0301m apresenta estados mais ou menos desterritorializados. No seu pro\u0301prio estrato, um organismo e\u0301 ainda mais desterritorializado por comportar meios interiores que asseguram sua autonomia e o colocam em um conjunto de correlac\u0327o\u0303es aleato\u0301rias com o exterior. E\u0301 nesse sentido que os graus de desenvolvimento so\u0301 podem ser compreendidos de maneira relativa e em func\u0327a\u0303o de velocidades, relac\u0327o\u0303es e taxas diferenciais. Temos que pensar a desterritorializac\u0327a\u0303o como uma pote\u0302ncia perfeitamente positiva, que possui seus graus e seus limiares (epistratos) e que e\u0301 sempre relativa, tendo um reverso, uma complementaridade na reterritorializac\u0327a\u0303o. Um organismo desterritorializado em relac\u0327a\u0303o ao exterior se reterritorializa necessariamente nos meios interiores. Tal fragmento, supostamente de embria\u0303o, se desterritorializa mudando de limiar ou de gradiente, mas e\u0301 de novo afetado no novo meio ambiente. Os movimentos locais sa\u0303o efetivas alterac\u0327o\u0303es. Por exemplo, as migrac\u0327o\u0303es celulares, os estiramentos, as invaginac\u0327o\u0303es, os dobramentos. E\u0301 que toda viagem e\u0301 intensiva e se faz em limiares de intensidade nos quais evolui ou, enta\u0303o, que transpo\u0303e. E\u0301 por intensidade que se viaja, e os deslocamentos, as figuras no espac\u0327o dependem de limiares intensivos de desterritorializac\u0327a\u0303o no\u0302made, por conseguinte, de relac\u0327o\u0303es diferenciais que fixam, ao mesmo tempo, as reterritorializac\u0327o\u0303es sedenta\u0301rias e complementares. Cada estrato procede assim: pega nas suas pinc\u0327as um ma\u0301ximo de intensidades, de parti\u0301culas intensivas, onde vai estender suas formas e suas substa\u0302ncias e constituir gradientes, limiares de ressona\u0302ncia determinados (num estrato a desterritorializac\u0327a\u0303o se encontra sempre determinada em relac\u0327a\u0303o a\u0300 reterritorializac\u0327a\u0303o complementar [Nota de rodap\u00e9 18: Sobre os feno\u0302menos de ressona\u0302ncia entre ordens de grandeza diferentes, cf. Simondon, <em>ibid<\/em>, pp. 16-20, 124-131 e <em>passim<\/em>.]). (Deleuze e Guattari 2000 [1980]:69-70)<\/p>\n<p>DELEUZE, Gilles; GUATTARI, F\u00e9lix. 2000 [1980]. 10.000 a.C. &#8211; A geologia da moral (quem a Terra pensa que \u00e9?) (Trad.: C\u00e9lia P. Costa) In: <em>Mil plat\u00f4s: capitalismo e esquizofrenia 2<\/em>. Volume 1. Rio de Janeiro: Editora 34, pp.53-91.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se as formas remetem a co\u0301digos, a processos de codificac\u0327a\u0303o e descodificac\u0327a\u0303o nos paraestratos, as substa\u0302ncias, enquanto mate\u0301rias formadas, remetem a territorialidades, a movimentos de desterritorializac\u0327a\u0303o nos epistratos. Em verdade, os epistratos na\u0303o sa\u0303o mais dissocia\u0301veis desses movimentos que os constituem do que os paraestratos daqueles processos. 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